Mulheres Feias em São Paulo

mulheres feias sobre patins - convite SP web

Caros amigos paulistas e demais pessoas que na maior cidade do Brasil moram,

Segunda-feira, 13 de maio, das 18h30 às 21h30, lançamento da revista Lado 7 n. 4 e dos livros:

– A canção do vendedor de pipocas, de Fabiano Calixto
– Glória, de Victor Heringer
– Fui à Bulgária procurar por Campos de Carvalho, de Augusto Guimaraens Cavalcanti
– Mulheres feias sobre patins, de Mariano Marovatto

Local: Livraria da Vila – Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista – São Paulo.

Será um prazer vê-los e revê-los!

Rabo de baleia

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“Rabo de baleia é o segundo livro da poeta carioca Alice Sant’Anna. São trinta e cinco poemas: intervenções no cenário cotidiano irrompendo sem aviso, como um rabo de baleia na superfície da água, para transformar a percepção do que parecia acabado e impermeável. Nas palavras da crítica Heloisa Buarque de Hollanda, Alice é sem dúvida uma protagonista da nova poesia no Brasil, e Rabo de baleia um livro já definitivo.”

Pré-venda no site da Cosac Naify

Rio Music Conference 2013

Estarei lá!
Hotel Pestana Rio Atlântica
Av. Atlântica, nº2964
sábado às 16:30

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Cacaso on-line

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Há exatos 25 anos morria Cacaso. Há exato um ano eu terminava de escrever o meu doutorado sobre a trajetória do poeta, seus manuscritos e suas relações que atravessaram três décadas importantíssimas da cultura brasileira do século passado. Felizmente, descubro hoje que a PUC-Rio finalmente disponibilizou on-line o texto integral da minha tese.

Aí vai minha homenagem a esse cara que eu acompanhei de perto nos últimos anos. Para salvar no seu computador, entre no link abaixo e clique em “salvar como” com o botão direito do mouse sobre o número do capítulo desejado.

Inclusive, aliás – trajetória intelectual de Cacaso

Armando sobre as mulheres feias

Como já foi dito, Mulheres feias sobre patins, é um livro pequeno, específico, recorte da angústia da influência do meu doutorado e resultado de um tempo atabalhoado para escrever poemas. Por isso também ele se levanta sozinho e não se ampara muito no que escrevi antes e, provalvemente, não terá apoio no que virá depois. Sem grandes expectativas ou planos, o livro tem me surpreendido. Depois de um belíssimo ensaio feito por Ismar Tirelli Neto ao início do ano, agora as Mulheres feias ganharam mais uma leitura, “à queima roupa”, como prefere o autor da linhas a seguir, Armando Freitas Filho. Muito honradas e emperiquitadas ficam as mulheres, com essas cantadas de dois poetas tão queridos e representativos.

“Mariano:

Acho que a nota, no verso do falso-rosto do seu livro (e essa denominação bibliográfica vem a calhar), ao dizer que “a poesia também é o que não é”, acerta em cheio (ou de raspão?) no alvo poemático sempre móvel e meio invisível. Então, estamos combinados ou conjugados: “falso-rosto”. “poesia que não é”, “mulheres feias sobre patins podem não ser tão feias (…), assim como as treze amigas gordas”, não tão gordas, afinal. A poética dos 18 poemas recolhidos parece linear, mas ela possui a camuflagem de um estratagema que tem como segredo, a meu ver, estar mais perto da sensação do que da compreensão primeira; poemas como “Todos os percursos impossíveis”, “O domingo mais triste dos últimos anos”, “Primeira vontade”, “TV host de canal evangélico”, “Bullying”, “Fui a Goiana”, “Meu melhor amigo”, por exemplo, fizeram este leitor se debruçar – intrigado – na superfície deles, já que sentia que a aparente linearidade não era propriamente rompida, através da leitura mais atenta, e sim, esgarçada, dando a ver a nuança do que ele não sabia nomear com nitidez, mas entrevia a profundidade do sentimento, e, quando preciso, movido pela mesma compaixão do autor.

Armando”

Mulheres feias sobre patins

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Os últimos quatro anos foram dedicados a duas coisas de suma importância: o doutorado sobre Cacaso e o meu primeiro disco. Até agora, as duas melhores criações minhas em 30 anos. Entre elas duas e o Segue o Som, escapuliam alguns poemas. Completei um caderninho verde de 100 páginas, imagino, com textos de 2009 a 2011. Desses todos peneirei, peneirei, com a ajuda de Alice, de Domingos, Ismar e Victor, e me sobraram os 17 destemidos que agora saem coesos em Mulheres feias sobre patins. O resultado, desde o título, é bem diverso dos outros dois livros anteriores, o que era de fato a principal intenção.

lançamento de Mulheres feias sobre patins +
distribuição de brinde do Brinquedo bobo +
lançamento de Glória, de Victor Heringer +
lançamento de Fui à Bulgário procurar por Campos de Carvalho, de Augusto de Guimaraens Cavalcanti +
lançamento de São Sebastião blues, de Myriam Campello +
lançamento da revista Lado7 número 4 +
inauguração da livraria da 7Letras =

Dia de 29 de outubro de 2012, segunda-feira, às 19hs na
Rua Visconde de Pirajá, 580 / sl. 320, Ipanema, ao lado da Travessa

Venham todos que vai ser o maior barato!

Poesia em setembro é assim

Terça-feira e quarta-feira, estarei muito bem acompanhado. Vide os reclames:

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Releituras de Quintana

No dia 18 de setembro, às 20h, o Instituto Moreira Salles e a editora Alfaguara prestam homenagem a Mario Quintana (1906-1994) com um bate-papo entre os poetas Eucanaã Ferraz e Italo Moriconi, seguido de uma leitura de poemas de Quintana com as poetas Laura Liuzzi e Alice Sant´Anna e o músico Mariano Marovatto. O evento é aberto ao público e gratuito, com distribuição de senhas a partir das 19h.

A homenagem acontece por ocasião do relançamento da obra completa de Mario Quintana pela editora Alfaguara, que tem curadoria de Italo Moriconi. O acervo do escritor gaúcho é abrigado pelo Instituto Moreira Salles desde 2009, e é composto por biblioteca de cerca de 1.200 itens, entre livros e periódicos; arquivo com produção intelectual contendo aproximadamente 1.100 documentos; rascunhos de poemas, frases e haicais; correspondência com 2.090 itens; 80 documentos pessoais; 2.700 recortes de jornais e de revistas e 400 fotografias.

Poeta que escreveu versos desde a infância, Mario Quintana, apesar de reconhecida modéstia, apostava na perenidade que, de fato conquistou com seus versos “insólitos, singulares”, como os chamou o grande poeta Manuel Bandeira. Mario de Miranda Quintana nasceu em Alegrete (RS). Adolescente, trocava o estudo de desenho pela leitura de Dostoiévski. Em 1924, Mario Quintana começou a trabalhar na Livraria do Globo, em Porto Alegre. Inicialmente na função de desempacotador de livros, anos depois ele compôs, com Henrique Bertaso, Erico Verissimo e Mauricio Rosenblatt, o quarteto que transformaria a Livraria, até então modesta, na lendária editora Globo, fundada pela família Bertaso e responsável pela publicação de grandes nomes da literatura universal no Brasil. Estreou com o conto “A sétima personagem”, publicado no Diário de Notícias, de Porto Alegre, em 1926. Só no ano seguinte ele se apresentaria como poeta, quando o também gaúcho Álvaro Moreyra, então diretor da revista carioca Para Todos, publicou um poema seu. Em 1934, Quintana iniciou colaboração, que se revelaria longa, no Correio do Povo, de Porto Alegre.

Doce no trato e no temperamento, não deixava de surpreender: na revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, apresentou-se como voluntário e marchou para o Rio de Janeiro, onde ficou seis meses como integrante do Sétimo Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Em 1940, por insistência de um de seus irmãos e de Erico Verissimo, Quintana publicou seu primeiro livro: a coleção de 35 sonetos intitulada A rua dos cataventos, recheada da presença provinciana de Porto Alegre.

Com os textos curtos e poéticos publicados na coluna “Do Caderno H”, ele iniciou, em 1945, colaboração na revista Província de São Pedro. Muitos textos nesse estilo seriam publicados ao longo de sua fiel colaboração no Correio do Povo, o que não o impediu de publicar o segundo livro de versos, Canções, em 1946, em que, diferentemente do primeiro, se revela moderno, gozando de plena liberdade da forma. A este livro se seguiria Sapato florido, de 1948, com prosa poética e alguns aforismos: “Amar é mudar a alma de casa”, escreveu o poeta nesse livro que precedeu O aprendiz de feiticeiro, de 1950, e Espelho mágico, do ano seguinte. Estes são apenas alguns de uma extensa obra que, não só por extensão, mas por mérito, levou-o a se candidatar a uma vaga na Academia Brasileira de Letras em 1981. Derrotado pelo professor Eduardo Portella, concorreria ainda duas vezes, sem sucesso. O poeta confiou à sobrinha, Helena, os papéis de que hoje se compõe seu arquivo. Quintana colecionou dezenas de cadernos em que fermentavam aforismos, muitos deles posteriormente reunidos em livros.

Gente boa e o Brinquedo Bobo

A classe artística comenta o lançamento internético do Brinquedo Bobo:

“Hace mucho que no sonreía tanto con una música.”
Rodrigo Alcon Quintanilha

“Coisa boa de ouvir, coisa boa de brincar, coisa boba de gostar. Eu adorei!”
Raissa de Góes

“Esse brinquedo de bobo tem nada. Tá uma beleza.”
Rafael Cosme

“Gostei à beça de “10 e 11″, pequeno Ligeti.”
Luca Argel

“A mi también me gustan los jueguitos tontos.”
Dimitri Rebello

Brinquedo Bobo e a Trilogia Sonora

Vem chegando a primavera, mas isso não tem nada a ver com a nova versão deste humilde portal. Como vocês podem notar, eu e Phil (ippe Leon, designer de fé, irmão camarada) fizemos algumas mudanças por aqui. Basicamente trocamos a cor das paredes, agora mais azuis, e organizamos, impecavelmente, o que é de música, o que é de literatura e o que é de televisão. Agora vocês podem e devem ouvir, ler, ver, baixar e curtir tudo o que bem entenderem, clicando nos devidos lugares, acima.

Mas, como toda remasterização merece novidades, apresento a Trilogia Sonora. São três álbuns de não-canções, cada um gravado numa década diferente das três que possuo, até então. Ao estilo de George Lucas, a trilogia foi aparecendo aqui no site em ordem não-cronológica. Primeiro, vieram os arquivos .mod sintéticos do The Sound Club, disco que eu tenho particular carinho não só pelo clima de despretensão em que ele foi feito (lá nos meus 15 anos de idade), mas também pela redescoberta boa que foi reescutá-lo tempos depois e descobrir que até hoje me valem muito sonoramente. Mais sobre ele, nesse antigo post aqui.

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Enquanto The Sound Club é o segundo disco da série, acabo de disponibilizar para download o terceiro e último álbum da trilogia: Brinquedo Bobo. Originalmente, a maior parte das faixas do Brinquedo fazia parte d’Aquele Amor Nem Me Fale quando este ainda se chamava You’ll Die When You Hear, e era composto das canções já lançadas no disco e também dessas (por falta de melhor nome) “intervenções sonoras”, agora reunidas. Porém, conforme as canções foram crescendo dentro do projeto, essas intervenções foram deixadas de lado e com elas a eterna promessa de que um dia seriam lançadas. Finalmente, aqui estão. No site do disco, faço uma pequena explicação sobre cada uma das sete faixas. O título veio de um verso de um poema meu do livro Mulheres Feias Sobre Patins, a sair nas próximas semanas pela Editora 7Letras. Ninguém além de Raïssa poderia ter sido escalada para desenhar os brinquedos bobos da capa. Ela fez vários, mas de todos, resolvi juntar esse simpático casal sobre rodas: o moço narigudo e a peixa louca. É isso. O disco é tão inútil quanto o seu nome promete, divirtam-se.

PS: E o primeiro disco da Trilogia, apelidado provisoriamente de Música de Transmissão Satélite, foi feito em dupla com meu irmão, lá nos idos de 1989. Mas essa surpresa vem mais pra frente…