Aí, segunda de carnaval três horas da manhã, estava tocando violão e me saiu uma canção de carnaval que também é sobre árvores. Porque depois de passar mais de um mês fora do país, na volta, você se dá conta de que existem muitas árvores no Rio de Janeiro, inclusive durante o carnaval. No dia seguinte a letra não fazia o menor sentido e provocava risos na Alice. Mas pensando mais um pouco, quase me conformando de que realmente deveria refazer a letra, me lembrei que já existia uma canção sobre carnaval e árvores. Arnaldo Antunes:
Muito feliz pela influência inconsciente que sofri durante a madrugada, resolvi assumir a canção tal como foi feita e, claro, disponibilizar aqui para manter a tradição de singles carnavalescos, iniciada ano passado. Como dizem os mais inteligentes, a minha música é “d’aprés Arnaldo Antunes”. Tudo sem querer, respondi sem ser perguntado. A versão tem o charme das versões demo e foi muito bem gravada pelo aplicativo de gravação do celular. É só clicar com o botão direito no título em vermelho abaixo e salvar no seu ITunes.
Os Paralamas do Sucesso são Os Paralamas do Sucesso são Os Paralamas do Sucesso. E eu gosto muito deles. Espero que eles tenham gostado desse pequeno brinde ofertado por mim e pela Maravilha Contemporânea. A Mari – Mariana Albuquerque, baixista – infelizmente não pôde ir no dia da gravação, mas não por isso ela goste menos dos Paralamas que todos nós que fizemos. Nós somos: Eu, Daniel e Fabiano + Domingos, Jô, Raïssa e Phil. E muito obrigado ao Bernardo e ao Bruno do site dos Paralamas, pela força e ao Fernando e a galera da edição da produtora Angry Man (é assim que é o nome?) por ter ajudado a gente aos 42 do segundo tempo!
Aqui, uma pequena pirataria, na verdade um bootleg, como diriam os anglo-saxões. Dois mp3s pra baixar. O primeiro é a versão que eu fiz sozinho, antes, com violão e tocador de fita K7. O segundo é a versão ao vivo, como está no video, com Daniel no lap steel e Fabiano no vaso brincando de emulador de Intellivision no laptop.
E saiu finalmente meu pequeno artigo sobre poesia contemporânea na Cadernos de Não-Ficção da belíssima Não Editora. Agradecimentos ao Antônio Xerxenesky e ao Diego Grando pelo chamado.
Confesso que já reescrevi esse artigo algumas vezes desde a entrega da prova final pro Antônio. Um dia posto aqui uma versão finalíssima. São meus últimos escritos sobre poesia contemporânea antes de me afundar no Cacaso e no Leminski pro doutorado. Mais tarde faço um post pro download da minha dissertação de mestrado que fala mais com menos jeito sobre esse mesmo assunto.
Enquanto seu lobo não vem – aquele amor nem me fale – a bit of música eletrônica.
The Sound Club é de 1996-1998, quando eu tinha entre 15 e 17 anos, feito num programinha de arquivos .mod chamado… Sound Club!
Criado por uns estonianos 15 anos atrás, o programa era uma espécie de protools pós-guerra fria, e o mais legal: feito pra DOS. Fiz umas 150 trilhas usando os samples dos .mods e ia salvando tudo como arquivo de backup que só podiam ser lidos pelo próprio Sound Club (já que a versão que eu tinha era shareware e o bicho custava 49 dólares).
Depois desses 13 anos guardados em dois disquetes na gaveta, resolvi escutar de novo o que eu fazia e, modéstia à parte, que gênio da música eletrônica, hein!
Selecionei 26 dessas 150 e tals e Estevão Casé, o homem por trás do Rabotinik, masterizou tudinho. Ficou uma beleza.