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	<title>marovatto.org &#187; Poema</title>
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		<title>Bloomsday é o cacete, viva a cultura nacional!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 21:59:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariano Marovatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manchete de hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>

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		<description><![CDATA[
Segunda-feira dia 31, Halloween para alguns, uma singela homenagem ao aniversariante itabirano mor. Venham.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.marovatto.org/wp-content/uploads/2011/10/dia-d-dia-drummond.jpg" alt="dia-d-dia-drummond" title="dia-d-dia-drummond" width="558" height="744" class="aligncenter size-full wp-image-588" /></p>
<p>Segunda-feira dia 31, Halloween para alguns, uma singela homenagem ao aniversariante itabirano mor. Venham.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lado 7 número 2 na Travessa do Leblon</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 21:54:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariano Marovatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manchete de hoje]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Teoricamente falando]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na bela revista Lado 7 o meu &#8220;Obrigado, Sr. Miyamoto!&#8221; se faz presente. Dividido em nove partes, antes de sua publicação, o poema foi submetido à leitura atenta e afetiva de André Capilé. Mesmo nascido em Barra Mansa o poeta-crítico banhou-se tanto nas águas de Juiz de Fora que é considerado por onde passa como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.marovatto.org/wp-content/uploads/2011/10/lado-7-n2-convite-travessa-21-510x286.jpg" alt="lado 7-n2 - convite travessa 2" title="lado 7-n2 - convite travessa 2" width="510" height="286" class="aligncenter size-medium wp-image-582" /></p>
<p>Na bela revista Lado 7 o meu &#8220;Obrigado, Sr. Miyamoto!&#8221; se faz presente. Dividido em nove partes, antes de sua publicação, o poema foi submetido à leitura atenta e afetiva de André Capilé. Mesmo nascido em Barra Mansa o poeta-crítico banhou-se tanto nas águas de Juiz de Fora que é considerado por onde passa como um daqueles da terra que fez brotar um Murilo Mendes ou Pedro Nava. Segue abaixo o e-mail escrito por Capilé com suas belas considerações acerca do &#8220;Sr. Miyamoto&#8221;, invejadas por quem não foi ainda submetido pela leitura falastrona sincera do pseudo juiz forano mas verdadeiro leitor de poesia. O poema mesmo só da pra ler na revista. Como se verá, não acatei nenhuma das sugestões, mais por falta de tempo do que por preguiça. Me perdoe, André. Mas faço questão de registrá-las aqui. </p>
<p>E você leitor, faça o favor de comparecer na Livraria da Travessa do Shopping Leblon às 19hs na terça-feira, 25 de outubro e adquirir o seu bem nutrido exemplar.</p>
<p>&#8211; // &#8211;</p>
<p>Mariano,<br />
acabei de treler o trelelê do Myamoto (será assim a grafia? ou será Miamoto? sei-me-lá!).</p>
<p>Impressões primeiras, de marcha segunda &#8211; pra aguentar ladeira, sabe como é&#8230;:<br />
Se gostei? Sim, gostei deveras, mais que a dor que Verinha sente, sem dúvida. Não pela verdade, mas por toda sorte, oxalá!, de ficção imaginada naquelas cenículas, nada cínicas, mas dobradas, de borda a borda, e eivadas de ironia branda, em nada solene, tão característica dos cariocas (os bons-maus, não os mau-maus e seus enfeites de melenas, ora, melecas!). Parar com esse tipo de raciocínio tão raciorrocinante e falar ao claro, no clarão: Se gostei? Caralho! Óbvio que sim. O senão? Picas voadoras! é pouco, tem de tudo para um quero mais de pequenas variações em abismo, explico, afinal, como li.</p>
<p>!) jogo de cenas. lembra, muito, quadrinhos &#8211; mais, muito mais que cinema. Pela concisão das imagens propostas, pela justeza das cenas, pela cartunização ao enquadrar personagens em seus flagrantes. Lembro um videoclipe do Green Day: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=CnQ8N1KacJc">Good Riddance (Time Of Your Life)</a>; nem sei o qto te desagrada a referência.</p>
<p>!!) a cena 7 (vou chamar disso) é um primor. a inversão cinética que vc propõe, um achado: &#8220;&#8216;ele passou rápido&#8217;, diz um. &#8216;Nem me fale&#8217;, responde o outro&#8221;.</p>
<p>!!!) o não-acontecimento de cada evento, a expectativa por uma solução de cena&#8230; faz todo sentido quando &#8220;vê-se&#8221; o barco baleeiro ancorado.</p>
<p>são pequenos exemplos para o que vc já sabe. Agora, o vinagre &#8211; no caso aqui só tempeiro, nada que desabone o conjunto&#8230; mas uma coisa rentável nesses módulos, que percebo.<br />
o texto é muito potente como gerador de pequenas potências micro-narráveis. cada móculo, em si, comporta novos módulos de execução&#8230; não como música &#8211; ou ritornelo, se preferir; mas como camadas mesmo&#8230; que podem se superpor, criadas e recriadas partindo desse núcleo duro. tudo em nove novos movimentos. exemplifico:</p>
<p>a) da cena 1 um módulo possível e de sugestão interessante seria escapar, como um braço novo, cenas desse local de trabalho;<br />
b) da cena 2 de novo um módulo de espaço que pode ser interessante montar: o dos velhos idosos sendo desenhados: por quem? por quê? estão nus? homens? muçlheres?<br />
c) da cena 3 re-de novo outro módulo de espaço: o hotel sendo lavado.<br />
d) da cena 4 os componentes do coral, seriam um excelente módulo, inaugurando retratos-relâmpago (pra citar murilão, o nosso murilão).<br />
e) da cena 5 um módulo pra brincar de linguagem: criar tipos de danças e frases emblemáticas para velhos e garotas.<br />
f) da cena 6 temos dois espaços, mas já há espacialidade demais. o que fazer? penso: o sonho da senhora dormindo. frases soltas do livro lido por obrigação (texto castiço, chato, empolado) e, claro, a delícia dos pensamentos-bebês!<br />
g) da cena 7 claro: as três anedotas do plantador de alface. anedotas mudas de um fotógrafo para o outro. anedotas que o girassol contaria para o trilho do trem sobre sua inutilidade.<br />
h) da cena 8 conversas de balcão. flagrantes da vida média. ulisseido, estilo joyce, mas sem aquele barroquismo, claro.<br />
i) da cena 9 ah&#8230; tá bom. vc acha aí. já sugeri demais&#8230; mas esse barco baleeiro&#8230;. hummmmmm</p>
<p>é isso, meu caríssimo. acho que rende, rende mais, sempre.<br />
agora é esperar.</p>
<p>abraço forte<br />
abraço, menos forte, em sua moça [elas têm essas fragilidades]</p>
<p>e cuide-se. nos vemos no durante.</p>
<p>seu e sempre<br />
andré</p>
<p>&#8211;//&#8211;</p>
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		<title>Valisére</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 21:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariano Marovatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poema]]></category>

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		<description><![CDATA[Diferentemente do meu primeiro disco, não recomendo a ninguém o meu primeiro livro. Todo primeiro livro, creio eu, é uma espécie de &#8220;the best of&#8221; de poemas da vida do poeta, recolhidos até a data da publicação. Acontece que o meu &#8220;best of&#8221; estava muito carregado &#8211; também no sentido macumbológico &#8211; de segredos herméticos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diferentemente do meu primeiro disco, não recomendo a ninguém o meu primeiro livro. Todo primeiro livro, creio eu, é uma espécie de &#8220;the best of&#8221; de poemas da vida do poeta, recolhidos até a data da publicação. Acontece que o meu &#8220;best of&#8221; estava muito carregado &#8211; também no sentido macumbológico &#8211; de segredos herméticos, lirismo diluviano e epígrafes dignas da rapeize da torre de marfim (obviamente a beleza dos desenhos da capa feito pela Raïssa, o pássaro e o contra-pássaro, estão fora da discussão, pertinente aos miolos e não ao belíssimo rosto do livro). Well well well esse post é pra dizer que, mesmo desacreditando da proposta d&#8217;<em>O primeiro voo</em>, tenho carinho por alguns momentos como esses que li em voz alta especialmente pro <a href="http://soundcloud.com/editora-7letras">Soundcloud da Editora 7Letras</a>. A faixa comentada do &#8220;Mistério em seis dedos&#8221; dá uma palhinha engraçada sobre que nuvens caminhava minha cabeçorra.</p>
<p><object height="225" width="100%"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F767232"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed allowscriptaccess="always" height="225" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F767232" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object>  <span><a href="http://soundcloud.com/editora-7letras/sets/o-primeiro-voo">O primeiro vôo</a> by <a href="http://soundcloud.com/editora-7letras">Editora 7Letras</a></span> </p>
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		<title>A palavra toda</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 22:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariano Marovatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto: Praia]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu próximo livro já tem um título &#8211; Projeto: Praia. Tem também já alguns poemas e uma meia dúzia deles foi publicada no Blog do Noblat do jornal O Globo na semana passada. Não sei se todos estes que lá foram parar por intermédio de Pedro Lago estarão de fato no livro futuro. Por enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu próximo livro já tem um título &#8211; Projeto: Praia. Tem também já alguns poemas e uma meia dúzia deles foi publicada no Blog do Noblat do jornal O Globo na semana passada. Não sei se todos estes que lá foram parar por intermédio de Pedro Lago estarão de fato no livro futuro. Por enquanto não chegam a duas dezenas os poemas para o Projeto. Escrevendo de acordo com a maré. Aproveitando a deixa do Noblat, apresentarei minhas singelas &#8220;canções&#8221; praieiras no próximo dia 24 de janeiro no SESC Copacabana no evento A Palavra Toda, que tem a curadoria de Chacal, master of the universe, e Heloísa Buarque de Hollanda, farol da poesia 70. Dividirei o palco com Alice Sant&#8217;Anna, Augusto de Guimaraens Cavalcanti, Pedro Rocha, Ismar Tirelli Neto e Gregório Duvivier. Creme do pão doce. Ainda no mesmo dia, mais tarde um cadinho, o SESC vai tremer com os dinossauros do rock Chico Alvim,  Charles,  Ronaldo Santos, Antonio Cicero e Zuca Sardan, via cassete. Não vai sobrar SESC sobre SESC.</p>
<p>Abaixo, os links dos poemas do Projeto: Praia que foram parar no Blog do Noblat. O destaque vai para os comentaristas poéticos cativos do blog Pedro Curiango e Carlos Prudente Leite, que transformaram a minha nonchalance leblonímica em algo como uma mesa redonda futebolística da CNT. Palmas para todos.</p>
<p>Hvile &#8211; <a href="http://glo.bo/i4hnrW">http://glo.bo/i4hnrW</a></p>
<p>Todos os Percursos Impossiveis &#8211; <a href="http://glo.bo/fKRQhJ">http://glo.bo/fKRQhJ</a></p>
<p>Bootleg &#8211; <a href="http://glo.bo/eqLTi5">http://glo.bo/eqLTi5 </a></p>
<p>Devir Sorveteria &#8211; <a href="http://glo.bo/e0YYiG">http://glo.bo/e0YYiG</a></p>
<p>Primeira Vontade &#8211; <a href="http://glo.bo/fVxTzP">http://glo.bo/fVxTzP</a></p>
<p>O Coração, O Coração &#8211; <a href="http://glo.bo/e4pC30">http://glo.bo/e4pC30</a></p>
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		<title>Crianças Insuportáveis, volume 2</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 15:29:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariano Marovatto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.marovatto.org/wp-content/uploads/2010/05/criancas-insuportaveis-21-349x510.jpg" alt="criancas-insuportaveis-2" title="criancas-insuportaveis-2" width="349" height="510" class="aligncenter size-medium wp-image-273" /></p>
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		<title>Crianças Insuportáveis, volume 1</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 03:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariano Marovatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Falando em qualquer coisa]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.marovatto.org/wp-content/uploads/2010/04/criancas-insuportaveis-349x510.jpg" alt="criancas-insuportaveis" title="criancas-insuportaveis" width="349" height="510" class="aligncenter size-medium wp-image-266" /></p>
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		<title>O sonho era #1</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 22:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariano Marovatto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poema]]></category>

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		<description><![CDATA[reproduzir uma onda
numa cobertura bem grande
de um prédio.
onda com água do mar
espuma e tudo
gravar um video ou tirar foto
com um grupo de amigos
músicos tocando
e pegando jacaré na onda
tivemos problemas com a altura
do pedestal do microfone
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>reproduzir uma onda<br />
numa cobertura bem grande<br />
de um prédio.<br />
onda com água do mar<br />
espuma e tudo<br />
gravar um video ou tirar foto<br />
com um grupo de amigos<br />
músicos tocando<br />
e pegando jacaré na onda</p>
<p>tivemos problemas com a altura<br />
do pedestal do microfone</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caledônia sink</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 22:40:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariano Marovatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Falando em qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante muito tempo, aliás, desde pequeno, sete oito anos, eu sonhava com a Nova Caledônia. Ficava, com meu irmão, desenhando as bandeiras de todos os países, decorando as capitais da Europa, Américas, Ásia, África e Oceania. Porém, me intrigava muito aquela porção de terra perto da Austrália e da nova Zelândia, chamada Nova Caledônia, cujas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante muito tempo, aliás, desde pequeno, sete oito anos, eu sonhava com a Nova Caledônia. Ficava, com meu irmão, desenhando as bandeiras de todos os países, decorando as capitais da Europa, Américas, Ásia, África e Oceania. Porém, me intrigava muito aquela porção de terra perto da Austrália e da nova Zelândia, chamada Nova Caledônia, cujas informações eram bastante precárias no Atlas. Fiquei sabendo através de meu pai que se tratava de um protetorado francês na Oceania. Ficava frustrado, pois queria muito descobrir como se desenhava sua bandeira. Como não sabia, inventava. A melhor que desenhei era uma bem laranja que tinha uma pequena bandeira francesa no canto superior esquerdo, imitando o modelo australiano e sua bandeira britânica. Inventei também, nome de presidente, capital, moeda corrente – essas informações básicas sobre países, disponibilizadas no Atlas – que hoje evidentemente não recordo mais.</p>
<p>O tempo passou e o mistério neocaledônio ficou adormecido na minha cabeça até poucos anos atrás quando o Google Earth o despertou novamente. Lembro que passei duas madrugadas inteiras “sobrevoando” Nouméa e todos os recantos das ilhas, ouvindo as Landscapes do John Cage e compondo, vagarosamente esses três pequenos poemas, que foram batizados de Caledônia Cage.</p>
<p>Os poemas publiquei em 2007 em papel junto com outro poema, O Sonho de Diana Valentina, com a ajuda do <a href="http://www.felipekaizer.com/index.php?/editorial/diana--caledonia/">Felipe Kaizer </a>e do Leon Vilhena. Depois, a Flora Bonfanti traduziu por francês e foi parar numa revista eletrônica de Paris, chamada <a href="http://www.lampe-tempete.fr/CALEDONIA.html">Lampe-tempête</a>. Ainda no mesmo ano, foi publicado novamente na revista de ciência e poesia <a href="http://www.casadaciencia.ufrj.br/CienciaParaPoetas/geologiaii/geologiaparapoetasii_if.html">Geologia para Poetas</a>, graças a Maria Dolores Wanderley. </p>
<p>Não satisfeito, ainda fiz uma faixa sonora (que termo é esse?) com Bruna Beber recitando os poemas comigo, Ricardo Dias Gomes tocando teclado e o mar do Leblon batendo no fundo. O áudio dessa experiência acabou virando um vídeo-poema do Leon Vilhena e acabou sendo finalista (ou quase isso) da Fliporto do ano passado.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pUDjhoSeKXM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/pUDjhoSeKXM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Depois de tanta Nova Caledônia nessa vida, resolvi escrever uma carta para a própria Nova Caledônia, dizendo que amo muito ela. Fiz um texto bem bonito, contando tudo isso aqui, traduzi para o francês (não eu, mas uma tradutora) e fiquei um bom tempo procurando leitores possíveis neocaledônios na internet: escritores, professores, músicos, artistas, etc, num total de 25 pessoas possivelmente receptíveis e sensíveis ao meu e-mail. Depois de muito hesitar, meses e meses com o texto em francês pronto no meu computador, enviei!</p>
<p>Passou um, dois, três dias e no quarto chegou uma resposta de um romancista que dizia mais ou menos assim: “Olá sou francês, não entendo muito música, nem curto poesia. Meu lance é romance noir. Mas de qualquer forma boa sorte!” Claro que não foi a seco assim, teve toda a decoração de palavras em francês que fez do e-mail do cara algo super polido, oficial e importante. E foi tudo. Essa foi a única resposta. Ao longo dos dias vi meu sonho de criança de ser recebido como um rei naquela ilha da Oceania, sendo engolido tsunami (que bela metáfora) abaixo. E lá se foi mais uma paixão platônica. Esse foi o meu ano da França no Brasil, so far. Paris que me aguarde.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hvile</title>
		<link>http://www.marovatto.org/hvile/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 05:55:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariano Marovatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poema]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero você anti-hiperbólica
mamífero xenartro da família
dos bradipodídeos
numa noite de braços abertos
sem maiores estardalhaços
na finitude iminente, não menos fecunda
que a nossa idéia romântica
de infinito.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero você anti-hiperbólica<br />
mamífero xenartro da família<br />
dos bradipodídeos<br />
numa noite de braços abertos<br />
sem maiores estardalhaços<br />
na finitude iminente, não menos fecunda<br />
que a nossa idéia romântica<br />
de infinito.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O domingo mais triste dos últimos anos</title>
		<link>http://www.marovatto.org/o-domingo-mais-triste-dos-ultimos-anos/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 05:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariano Marovatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poema]]></category>

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		<description><![CDATA[Moro num quarto e sala
cuja metade está
ocupada por Benito di Paula
e seu piano de cauda. 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Moro num quarto e sala<br />
cuja metade está<br />
ocupada por Benito di Paula<br />
e seu piano de cauda. </p>
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