teu
download do compacto e video-clipe
freire par lui-même
Pedro Freire é paulista, mas mora no Rio de Janeiro há anos. Estudou direção de cinema em Cuba, também estudou teatro aqui e ali, e hoje em dia dirige curtas, peças, um ou outro clipe e programa de TV. Por algum motivo inexplicável sua vida é rodeada de atores por todos os lados (destino, maldição familiar, sei lá), e apesar deles o enlouquecerem às vezes, o que mais gosta de fazer é trabalhar com eles, dirigi-los, criar junto. Nos últimos anos trabalhou demais, está bem cansado e um pouco privado de vida pessoal - mas está muito feliz também, porque nessa brincadeira acabou trabalhando lado a lado com algumas pessoas especiais como Paulo José, Juliana Carneiro da Cunha, Marcelo Gomes, Karim Ainouz, Enrique Diaz e muitas outras. Ah, ele fez um curta bem bonitinho que foi pro festival de Veneza (com os supracitados Paulo e Juliana no elenco, procura no Portacurtas), está se preparando para dirigir uma peça, tentando escrever um roteiro, tentando curar uma insônia eterna e tentando não se assustar muito com o primeiro fio de barba branca que apareceu essa semana evidenciando que ele finalmente chegou aos 30.
pedro freire sobre o clipe de teu
Mariano me chamou pra fazer um clipe para uma música de seu primeiro disco. Eu nunca tinha dirigido um clipe, nunca tinha me interessado muito pelo assunto, fiquei em dúvida se podia fazer. Só topei porque ouvi "Teu" e na hora me apareceu uma ideia. A música de Mariano era tão bonitinha, tão fofinha, que a primeira coisa que me veio à cabeça é um jogo que sempre me interessou muito, e que inclusive já tinha aparecido muito mais sutilmente no meu ultimo curta: esse jogo amoroso em que os dois amantes viram meio bicho, ficam ali na cama meio se beijando mas meio se mordendo também, quase com raiva de tanta vontade de viver tudo com o outro. Dá raiva mesmo, uma raiva boa, saudável, a única raiva saudável talvez. Isso me fez pensar que podia ser bonito criar uma situação aparentemente clichê de casal fofo na cama (o que a gente chama de comercial de margarina, comédia romântica da sessão da tarde, que vai acordando e dando beijinho e sorrindo, num mundo irreal sem grandes preocupações, onde as pessoas não sentem nada apenas sorriem) e aos poucos ir mostrando nesse mundo essa raiva boa, essas mordidas de tesão, numa quebra sutil e irônica de expectativas. Enfim, achei bonita a possibilidade da raiva e do tesão aparecerem num mundo tradicionalmente asséptico. Ou talvez eu só quisesse uma boa desculpa para filmar as mordidas em câmera lenta. Vai saber. Para colaborar comigo neste pequeno filme (pra mim é um filme, sei lá eu o que venha a ser um clipe) chamei os atores Lisa Fávero e Patrick Sampaio, que além de serem casados (o que facilitou a vida de todos neste caso) são belos como os atores de publicidade e talentosos como os atores de verdade. Chamei também o Julio Costantini, que além da reconhecida carreira como criador de bordões é um excelente fotógrafo. Participou também Arturo Juarez, fotógrafo mexicano importado pelo Julio, que fez a segunda câmera. E foi isso, dois atores e duas câmeras em meio dia de filmagem. Eu mesmo editei em casa, depois Julio corrigiu a luz ali mesmo. Tudo bem familiar. Aproveitem.
mariano sobre o compacto
teu
Mariano Marovatto / Jonas SáBR-1A6-10-00003 / 3:38
Mariano voz e violão / Jonas Sá voz e piano solo / Marcos Thanus teclados / Vitor Paiva baixo / Papel violão de aço / Gabriel Bubu guitarras / Fabiano Ribeiro vassourinha / Igor Ferreira Leite mixagem / Ricardo Garcia masterização
Eu e Jonas compomos desde que nos conhecemos. Nossa primeira canção é de 1997, chama-se Não Sei. De lá pra cá temos uma meia centena de parcerias. Modéstia à parte, todas excelentes. Duas foram parar no disco de estréia de Jonas – Tenha um bom dia e Apenas um. Teu, feita numa madrugada de 2005, foi nossa única parceria que entrou no meu disco.
nunca
Vitor PaivaBR-1A6-10-00011 | 2:47
Mariano voz e violão
Igor Ferreira Leite masterização
Durante os primeiros shows com a Maravilha Contemporânea, a banda saia do palco e eu sozinho com o violão tocava essa versão de Nunca, música do repertório d’Os Outros, feita pelo Vitor Paiva. Sempre achei essa música a mais bonita de todas que Vitor e Botika já fizeram. Gravei essa faixa em casa numa tarde, pra ficar registrado. Somente no ano seguinte, Alice descobriu que essa música não era minha.