Oh diga, você vê na luz da aurora / o que saudamos com orgulho / no brilho do crepúsculo?

Começou assim: da Igarapava com Aperana, fomos para os Estados Unidos da América. Era sábado, duas e meia da tarde, o céu estava azul, parecia verão, a praia era nosso destino, mas tomamos outro rumo. A América do Norte chamava por nós. E fomos, assim mesmo, calçando havaianas. Domingos arrumou uma vaga de cronista semanal no Houston Chronicle. Passavo os outros quatro dias úteis com o paletó descansando na cadeira, enquanto acompanhava os jogos do Campeonato Carioca via internet.

Esta é a bandeira estrelada! Que ela drapeje / sobre a terra dos livres e homens valentes

Mariano comprou um pequeno caderno para anotações. Como não sabia dirigir (e não sabe até hoje), resolveu caminhar pelo país. Vez ou outra tomava um ônibus quando não perdia o horário dormindo na estação ou conhecendo pessoas estranhas. Augusto teve acesso à chave de uma pesada pasta metálica cujo interior era recheado de escabrosos segredos da Agência Central de Inteligência. Para não enlouquecer e não perpertuar o que tinha visto ali, passou os dias codificando os tais papéis.

Conquistar é preciso, quando a causa é justa, / e esse é nosso lema: Deus seja louvado!

De volta ao posto 12, reunimos nossos escritos e demos a eles o nome de Amoramérica. Eis o livro. Para brindar, lembramos daquela vez, em Ohio, quando um francês nos disse: “Take the tiniest little place in the desert, any old street in a Mid-West town, a parkin lot, a Californian house, a Burger King or a Studebaker, and you have the whole of the US – South, North, East or West”. Os franceses não entendem nada de Estados Unidos.

A chama dos mísseis a brilhar, as bombas rompendo o ar, / nos provaram, durante a noite, que nossa bandeira ainda estava lá.