O que era um prognóstico para o futuro é comprovado no Reino Unido. Fãs preferem gastar dinheiro com seus artistas prediletos indo a shows do que comprando seus novos discos. A contabilidade foi comprovada pelo especialista Will Page durante Conferência Internacional Sobre Música ao Vivo. Page, como bom britânico, afirma que a indústria da música inglesa chegou a uma “mudança de guarda”.
Segundo o economista a indústria de shows ganhou cerca de 904 milhões de libras esterlinas no ano de 2008, contra 896 milhões de vendas de discos. Essa diferença deve ser maior ano após ano, segundo seus cálculos.
Não à toa na terra da rainha, Michael Jackson já vendeu 800 mil ingressos de sua série de apresentações em Londres no meio do ano, os grandes festivais estão constantemente esgotados e o lucro do retorno aos palcos da boy band Take That já passa dos sete dígitos, informa o New Musical Express. Chimbinha e Joelma, fundadores da banda Calypso, que revolucionaram a indústria musical brasileira produzindo seus próprios discos e vendendo os mesmos a preços populares durante os shows, alcançando fama em todo o território brasileiro sem precisar de gravadoras multinacionais, devem estar rindo dos prognósticos britânicos.