Arguto observador da realidade, engraçado, engajado e  em constante movimento, o Marovatto de Treze crônicas revela uma destreza inesperada e prazerosa do músico e poeta de vários palcos. Embora sucinto, o apanhado de textos atravessa assuntos que vão da Islândia à crise ética do governo do Rio de Janeiro de 2014, do cinema de John Cassavetes à poesia contemporânea, do carnaval carioca aos trens de Quioto, da defesa do pau-brasil a um mural de azulejos no centro de Lisboa. Escrito entre 2014 e 2016, Treze Crônicas desvela uma atmosfera de um passado que, mesmo que recente, parecia esquecido em tempos funestos de covid-19.