Últimas publicações
Soft power
Outro dia de tarde fui comer um joelho: o melhor de Copacabana, dizem os terríveis influencers juvenis. Ao meu lado no balcão um turista estadunidense tomava açaí. Ele perguntou em inglês para mim: “Esse salgado é de que?”. “Ham and cheese”, respondi prontamente e perguntei: “Where are you from?”. Ele
Jesus reborn
O enigma dos bebês reborn continua firme. A trama vai se adensando a cada semana, destemperadamente. Há poucos dias um post no Instagram trouxe à tona uma questão terrível: “Espíritos podem se apegar a um bebê reborn?” “Existem relatos de mães que sentiram o reborn esquentar, respirar, ou ouviram choros
Lampião e o exército vermelho
Há 10 anos eu estava, com Anastasia Lukovnikova, nas proximidades da Estação Белорусский (Bielorrussa) em Moscou, durante as celebrações dos 70 anos da tomada de Berlim pelo Exército Vermelho, ou seja, comemorando o fim da Segunda Guerra Mundial. Anastasia gravou as imagens que depois se tornariam o videoclipe da faixa
O mundo invisível
Troquei o logotipo da newsletter. Antes era um “m”, agora é uma boa, velha e esperançosa estrela vermelha. Portar uma estrela vermelha nessa altura dos acontecimentos, se não é mais revolucionário, que seja pelo menos carnavalesco e absurdo. Estamos no mês, no signo, sob a constelação, sob o efeito de,
Ruy Castro
“Oswald de Andrade entrou e saiu de todas as estruturas do século XX e as fez explodir. Inclusive aquelas que não viveu, como o próprio Tropicalismo de Caetano que parafraseio. E não falo apenas do espectro da antropofagia. Oswald também foi simbolista, modernista, liberalóide, comunista, futurólogo, sociólogo, poeta imenso, artistaTextos dispersos
Textos dispersos publicados anteriormente em sites, jornais e revistas.
Violeta
Violeta, de Alberto Martins, é a terceira e última parte da trilogia iniciada em A história dos ossos (Editora 34, 2005). A novela estabelece uma montagem possível de uma história familiar fragmentária, comida pelo tempo e pela memória. O leitor que acompanha a ficção de Alberto vai identificar que o
Cacaso letrista
Ao longo da década de 1970, Antonio Carlos de Brito, o poeta Cacaso, estabeleceu um modo de escrita poética que ficaria para a posteridade com a alcunha de "poesia marginal". Como poeta e professor, Cacaso não só entrou na onda como também ajudou a defini-la: poemas curtos, anotações
O Quebra Nozes no Teatro Municipal
Há muito tempo havia o Teatro Municipal no Rio de Janeiro. Um teatro imponente, muito brilhoso, uma pequena fortaleza de mármore e acabamentos dourados. Naquela época eu era jovem e nunca tinha assistido a uma orquestra tocar ao vivo. O que conhecia, escutava em casa apenas. Quando era ainda maisÚltimas publicações
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Outro dia de tarde fui comer um joelho: o melhor de Copacabana, dizem os terríveis influencers juvenis. Ao meu lado no balcão um turista estadunidense tomava açaí. Ele perguntou em inglês para mim: “Esse salgado é de que?”. “Ham and cheese”, respondi prontamente e perguntei: “Where are you from?”. Ele
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O enigma dos bebês reborn continua firme. A trama vai se adensando a cada semana, destemperadamente. Há poucos dias um post no Instagram trouxe à tona uma questão terrível: “Espíritos podem se apegar a um bebê reborn?” “Existem relatos de mães que sentiram o reborn esquentar, respirar, ou ouviram choros
Lampião e o exército vermelho
Há 10 anos eu estava, com Anastasia Lukovnikova, nas proximidades da Estação Белорусский (Bielorrussa) em Moscou, durante as celebrações dos 70 anos da tomada de Berlim pelo Exército Vermelho, ou seja, comemorando o fim da Segunda Guerra Mundial. Anastasia gravou as imagens que depois se tornariam o videoclipe da faixa
O mundo invisível
Troquei o logotipo da newsletter. Antes era um “m”, agora é uma boa, velha e esperançosa estrela vermelha. Portar uma estrela vermelha nessa altura dos acontecimentos, se não é mais revolucionário, que seja pelo menos carnavalesco e absurdo. Estamos no mês, no signo, sob a constelação, sob o efeito de,